sexta-feira, 13 de março de 2015

Casa de Jorge Amado e Zélia Gattai no Rio Vermelho

No jardim sombreado onde sopra a brisa do mar do Rio Vermelho, repousa a escultura de um exu – orixá da comunicação entre os mundos espiritual e material.

O guardião do candomblé dá boas-vindas à casa que simboliza o amor, a vida e a obra de Jorge Amado (1912-2001) e Zélia Gattai (1916-2008), dois dos principais nomes da literatura brasileira.

Depois de 11 anos de portas fechadas, a casa número 33 da rua Alagoinhas – um dos endereços mais famosos da Bahia- virou museu.

O espaço não se limita à história de dois escritores – casados por 56 anos –, mas de personagens, costumes, e signos que forjaram a identidade da Bahia que Jorge Amado apresentou ao mundo.

Com curadoria do arquiteto Gringo Cardia, a casa foi dividida em 17 instalações que se revelam como um labirinto. A cada cômodo, um elo das vidas de Jorge e Zélia para ver, ouvir, tocar e sentir.

Objetos e móveis se misturam a projeções de imagens nas paredes. São 11 horas de vídeos com depoimentos de amigos e trechos de livros. Para os ouvidos, canções de Dorival Caymmi na voz de Maria Bethânia coabitam com gravações da gostosa risada da quituteira Dadá, que ensina receitas baianas, e até reproduções da voz de Jorge Amado ecoam pela residência.





 Obras famosas de Jorge Amado



 Cordel
                         Praça Zélia Gattai
                           Detalhes da decoração da casa do Rio Vermelho



 São Jorge


 Eu e Cristina na Casa de Jorge Amado e Zélia Gattai

 Varanda fechada


 As sereias de Jorge
                       
 O Exú



 Roupas de Jorge

                             Nesse local foram jogadas as cinzas do casal.
                         O quarto do casal.