segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A Paraty da Bahia




















Cachoeira fica no Recôncavo Baiano, às margens do Rio Paraguaçu. Seus prédios, casarões, igrejas e museus, que ainda preservam a história do Brasil Colonial, assumem maior relevância por terem sido palco das principais lutas pela Independência da Bahia. O visitante se surpreende com os detalhes inusitados da arquitetura barroca, a ponte de ferro, Dom Pedro II, sobre o Rio Paraguaçu, festas religiosas, artesanato, culinária, além de um conjunto de tradições das comunidades remanescentes de quilombos que ainda se mantêm preservadas.

A cidade surgiu no século XVII, ao lado de uma colina onde havia um assentamento em torno de casa e capela conjugadas a um engenho de cana-de-açúcar. O povoado se espalhou pelas margens do rio, onde havia apenas o alambique e a casa de “purgar”, utilizada para o branqueamento do açúcar. Cachoeira teve seu apogeu econômico nos séculos XVIII e XIX, quando seu porto era utilizado para a exportação de açúcar e também de fumo para a Europa.

Por estar situada entre Salvador e o sertão, Cachoeira se tornou importante entreposto comercial, unindo as duas regiões e facilitando o escoamento de alimentos, o transporte de gado e minerais. Foi também o município do interior da Bahia que recebeu o maior número de escravos. Por isso, é dona de uma rica cultura popular, influenciada pela miscigenação do índio, do europeu e do africano.