sexta-feira, 11 de março de 2016

Valparaíso

À primeira vista, a cidade portuária de Valparaíso, a 120 km de Santiago, assusta. Você sai de uma cidade organizadinha e modernosa como Santiago e de repente dá de cara com um lugar caótico, cheio de prédios caindo aos pedaços. Tudo fica ainda mais esquisito quando você lembra que a cidade vizinha, Viña del Mar, é um balneário clássico, charmoso e ajardinado.
Essa cidade se parece com a nossa Santa Teresa, com suas ruas grafitadas e com muitos lugares frequentados por artistas e descolados.
Suas casas coloridas realçam com o cinza do Porto bem movimentado.
O trânsito de pedestres entre a cidade baixa ("El Plan") e os morros se dá por elevadores ("ascensores"). O mais antigo é o Ascensor Concepción, que liga a calle Esmeralda, coração financeiro da cidade, ao Paseo Gervasoni, o mais elegante dos terraços dos morros.











                                            O Pacífico, gelado, banha Valparaíso.



















































































Próxima ao Porto de Valparaíso, La Sebastiana foi a casa que Pablo Neruda (1904-1973) - Prêmio Nobel de Literatura em 1971, poeta, diplomata e político - escolheu para fugir do cansaço que a cidade de Santiago lhe trazia. Neruda comprou esta casa quase pronta, que nunca havia sido ocupada por ninguém. Quem a construiu foi um engenheiro espanhol chamado Sebastián Collado, que não conseguiu ver seu sonho realizado: morreu antes de ela ficar pronta. A casa ficou abandonada por 10 anos, até que informaram a Neruda que ela existia. Dizem que ele queria uma casa que não estivesse nem muito acima e nem muito abaixo da cidade, que deveria ser solitária, mas não em excesso. Mas nutria o desejo de que seus vizinhos fossem invisíveis.

Destaque para o bar que fica no segundo andar, todo cor-de-rosa - onde Neruda preparava seu coquetelón - e para as paisagens da baía de Valparaíso, que muda a cada andar. Diferentemente da morada La Chascona, em Santiago, a visita à casa não dispõe de guias para grupos. Os visitantes percorrem os ambientes e há alguns folhetos explicativos em cada um deles.


 

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