quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Ponte do Coronel e Quilombos da Barra e Bananal

No século XVII, um navio negreiro vindo da África naufragou na costa baiana próximo de onde é hoje a cidade de Itacaré. Os sobreviventes nadaram até a praia e, tendo o curso do Rio das Contas como guia, adentraram sertão acima em busca de um lugar seguro para se estabelecerem. Escolheram as cabeceiras do Rio Brumado e por lá ficaram, cultivando suas roças, mantendo sua culturas, suas tradições. Porém, a descoberta de ouro na Chapada Diamantina trouxe aventureiros ávidos pelo metal dourado.

Bandeirantes chefiados por Raposo Tavares escravizaram os quilombolas, colocando-os para remexer cascalho. Não foram erguidas senzalas e os negros continuaram vivendo em suas terras enquanto foi erguida a vila de Mato Grosso para os brancos. Com a exploração, o ouro foi escasseando e as atenções se voltaram para o norte da Chapada, região de Lençóis, onde haviam sido descobertas jazidas de diamantes. Com isso a liberdade foi reconquistada, mas o preconceito e a discriminação continuou.



























 














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